sexta-feira, 28 de agosto de 2009

A indústria das Indenizações - Anistia Política

Extraído do blog http://coturnonoturno.blogspot.com

Trechos comentados de matéria da Folha:

Um abrangente estudo sobre assassinatos de opositores ao governo e militantes da esquerda armada durante a ditadura (1964-1985), elaborado pelos próprios familiares e lançado em forma de livro em abril último, acrescentou 69 novos casos aos já conhecidos e admitidos pelo governo federal. O número final ficou em 426 mortos e desaparecidos políticos dentro e fora do país no período.Há dois anos, a Secretaria Especial dos Direitos Humanos narrou 357 casos de mortos e desaparecidos no livro "Direito à Memória e à Verdade", segundo as contas feitas pelos familiares.
(A indústria dos desaparecidos continua florescente, graças às crescentes indenizações e à estrutura muito bem remunerada criada pelo petismo, que emprega centenas de pessoas regiamente pagas para encontrar casos que possam ser enquadrados nos "abrangentes" estudos. Esta indústria não tem crise e cresce à base de 20% ao ano).

...Descobriu-se que há cinco casos de desaparecidos na Argentina cujos pais ou mães são brasileiros. O dossiê vinculou esses crimes à Operação Condor, que mobilizou as ditaduras da América do Sul no combate às organizações de esquerda na década de 70.
(É como se Che Guevara tivesse sido morto pela repressão na Bolívia, longe de seu país, Cuba, e que estivesse ali como um pobre refugiado político. Estes terroristas estavam participando da luta armada em outro país. Mas aos seus familiares também será dada uma polpuda indenização, saída, quem sabe, do confisco da caderneta de poupança).

Alguns dos casos "novos" são exemplos de como o Estado militar atingiu pessoas com pouca ou nenhuma atividade política. José Sabino, por exemplo, foi morto a tiros em uma manifestação em maio de 1966, no Rio.
(Se acontecesse hoje, os mortos por balas perdidas no Rio de Janeiro, que tanto podem ter sido atingidos por balas da polícia quanto de terroristas armados seriam computados como assassinados pela "ditadura". Ei, comissão, se um morto por bala perdida no Rio o foi por bala saída de uma arma roubada de um quartel, não seria culpa da ditadura? Olha que aí está um novo filão!)

O dossiê relaciona mortes de pessoas que passaram por intensa tortura e se mataram depois, como o estudante de engenharia Juan Antônio Forrastal, torturado no quartel de Quitaúna (SP), em 1969. Três anos depois, ele se matou num hospital em Madri, na Espanha, segundo familiares.
(Este caso, então, é emblemático. É preso, é solto, volta para o seu país e se mata. Culpa da "ditadura" ou se suicidou por que lhe cobravam denúncias que resultaram na morte de companheiros? Ou simplesmente porque era um esquisofrênico?Que tal incluir todos os suicidas do período como mortos por profunda depressão frente a tão brutal ditadura?)

"À medida que se abre a questão da ditadura, que se discute mais e que o governo abre seus arquivos, as famílias passam a se manifestar, a procurar as reparações. Por isso, o número conhecido de vítimas cresceu", disse Criméia Almeida, integrante da comissão dos familiares. Criméia lutou na guerrilha do Araguaia.
(Bom, aqui só cabe comentar o nome. Não poderia haver nome melhor para a investigadora: Criméia.).

4 comentários:

  1. Agora sim Diego, você pode escrever suas bobagens arrogantes e fascistas, e certamente virão outros arrogantes e fascistas, que amam o militarismo, concordar com você! Isso é democracia! E me sinto muito grato por ser o responsável pela gênese desse blog. Admiro você por, no auge do século 21, defender ideias tão totalitárias e ultrapassadas. Vou usar você em minhas coletâneas de textos, pois é raro isso.
    Muito obrigado por essa oportunidade.

    Um abraço (se você tiver tanto nojo de mim, apenas cordiais saudações)

    ResponderExcluir
  2. Caríssimo Prof Marcus

    Agradeço pela postagem e, principalmente, pelo incentivo. Realmente não havia percebido que um blog me deixaria mais confortável para expor minhas ideias.

    Porém, com já escrevi, todas as palavras estão nos dicionários. Se são interpretadas como bobagens, arrogância ou até mesmo fascistas, isto depende exclusivamente de quem as lê e de seu conhecimento sobre o assunto.

    Não sei de onde o Sr tirou a ideia que tenho nojo do senhor ? Nunca escrevi isto, a menos que o senhor tenha se identificado com algum comportamento reprovável em meus comentários, mas jamais sobre sua pessoa.

    Cordiais saudações e um grande abraço.

    ResponderExcluir
  3. Assim nos entendemos melhor Diego, agora as coisas ficam mais claras. O senhor também me entende como um lulista e comunista... nunca disse isso também... Você entendeu minhas palavras como bobagens. Achei que poderia sentir nojo de mim, pois disse que abomina ideias imorais. Tive impressão de que você achou minhas ideias imorais, mas acho que me equivoquei.
    Abraço!

    ResponderExcluir
  4. Meu caro professor Marcus

    Acho que esta oportunidade será interessante para corrigirmos interpretações mútuas. Não considero que suas palavras sejam bobagens.

    Tenho apenas o receio da forma com a qual suas ideias são passadas aos seus alunos, dependendo da matéria que lecionada. Se for ciências exatas, não vejo problemas em relação ao que defende.


    Também não escrevi que seja comunista. Aliás, acredito que hoje não existam comunistas, pelo menos com a ideologia do passado. Este tipo de ideologia felizmente não obteve e jamais obeteria sucesso no Brasil e no mundo !!!!!

    As ideias não são imorais. Podem ser reprováveis, apenas, e estão sempre sujeitas à críticas. E esta liberdade de criticar e debater defendo claramente.

    Até mesmo o PT já provou que o criticar é fácil, mas sustentar as ideologias críticas é extremante difícil. Vide o que o Mercadante fez: conseguiu revogar o irrevogável quando desisitiu da liderança da bancada do PT e volto por pedido do lula.....

    Agora necessitam blindar a falsa doutora Dilma, pois "já meteram os pés pelas mãos".

    Assista ao vídeo do lula sobre o que ele pensava em relação ao bolsa família....

    Abraços

    ResponderExcluir